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Meu perfil , Sudeste, SAO PAULO, Mulher, de 26 a 35 anos, Livros, Música |
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Meu, ninguém pode me acusar de bisbilhotar a vida alheia, as pessoas é que querem mais é que todo mundo saiba das vidas delas.
Eu peguei um ônibus esses dias pra ir num lugar super perto, ou seja, não consegui saber o início e nem o fim da história, o que me frustrou muito.
A mulher sentada nos últimos bancos, pernas cruzadas impedindo minha passagem e com um celular na mão.
Não liguei se ela estava brigando ao telefone, queria passar e fiquei esperando a louca me dar passagem.
Sentei quase ao seu lado e ela tava que xingava um outro ser humano do sexo masculino que falava com ela ao telefone. E ela falava bem alto.
A história era que ele tinha pego um dinheiro e ao invés de pagar? dar? para ela, ele comprou uma moto. Ela reclamava que ele tinha deixado ela a mercê (de quê? não sei), que ela não era vagabunda, que ele ligava pra ela a hora que queria, que ela tava falando do dinheiro delaaaaaaaaaa, que ia ligar na casa dele e infernizar os pais (dele), mandou ele várias vezes tomar no fiofes. Ele tentou argumentar que tinha comprado a moto pra eles sairem (huahuahuahua), ela reclamou que ele tava saindo com outra e disse que ela não, não estava saindo com nínguém, não era vagabunda.
Resumo: infelizmente meu ponto chegou, tive que descer e a única coisa que eu sei é que o cara da moto chamava Fábio :)
Hoje eu vi uma velhinha varrendo a calçada com aquelas vassouras tipo bruxa e com grandes fones de ouvido nas zorebas. Achei divertido ela tentar varrer alguma coisa com aquela vassoura que só funciona em desenho, mas mesmo assim, estar mega moderna e sem perder tempo varre e ouve uma musiquinha.
Alías, eu queria muito saber o que ela tava ouvindo. Melhor ainda, eu queria conseguir saber o que todo mundo que anda com fones de ouvido, e olha que é quase todo mundo mesmo, está ouvindo.
A curiosidade me mata!